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terça-feira, março 16, 2004

Lycia : "Empty Space" (Silber, 2003)



Os Lycia conseguiram finalmente editar este "Empty Space", que se encontrava quase finalizado desde 1999. Este é o verdadeiro sucessor do planante e místico "Estrella", o album que me fez apaixonar por este grupo americano.
Alguma história: começaram em 1988 como um projecto a solo de Mark Vanportfleet mais alguns músicos convidados, sendo que o primeiro album "Ionia" apenas apareceu em 1991, lançado pela Projekt. A vocalista Tara Vanflower (e entretanto esposa de Mark) apenas se juntou ao grupo em 1994. O projecto tem sofrido alguns períodos de paragem forçada, principalmente devido à saúde de Mike (diabetes), mas também devido ao desapontamento com a indústria musical.
Um desses períodos de paragem aconteceu durante as gravações deste album, em 1999, que ficou entretanto na gaveta e do qual foram lançados 5 temas em exclusivo na página do grupo no site mp3.com.
Desde aí, decidiram reactivar o projecto e lançaram em 2002, na Projekt, o album TRIPPING BACK INTO THE BROKEN DAYS, apenas gravado pelo casal, e que era para ser lançado como sendo um trabalho do seu projecto paralelo Estraya, uma aventura acústica e algo dark-folk dos dois.
Entretanto saem da Projekt e decidem procurar outra editora para lançarem o tal esquecido "Empty Space", anunciando que será o último album do grupo. Esperemos que mais uma vez lhes seja possível voltar...
E agora a música. Os Lycia continuam muito parecidos com os primeiros tempos, assentando principalmente em caixa de ritmos e som de guitarra bastante processada, os instrumentos de eleição de Mike Vanportfleet. Depois os convidados acrescentam normalmente o baixo e sintetizadores. É o que acontece neste album, o som continua intemporal, sem se conseguir ligar a uma determinada época, e é distintamente Lycia. As melodias estão mais viciantes, este será talvez o album deles que mais se aproxima da pop, apesar de se distinguirem pontos de contacto com o industrial e o gótico.
A voz de Tara é muito doce, muito suave. Lembra florestas, bosques, contemplação. Desarma e encanta. Os temas cantados por Mike Vanportfleet são mais "sérios", passam um sentimento de desespero enorme, como se estivéssemos no alto de um precipício a balançar com o vento.
Um album imprecindível para os fans, mas que deve ser ouvido mesmo por aqueles que nunca tinham ouvido falar deste grupo, que é citado frequentemente como influência de muitos dos mais jovens exploradores, do gótico ao industrial, passando pela electrónica. É um excelente ponto de entrada para cativar mais devotos para a causa.

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