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sexta-feira, junho 04, 2004

Deathprod : "Morals and Dogma" (Rune Grammofon, 2004)



Deathprod (Helge Sten) foi um dos fundadores dos Supersilent, embora eu o conheça mais pelo magnífico album que editou em conjunto com o Biosphere em 1998 - "Nordheim Transformed".
Edita agora um album a solo, com 4 temas longos (um com 18 minutos, dois de 11 minutos e um de 8 minutos) e bastante baseado nas explorações ambientais de Biosphere.
Mas tem algo mais. Há ecos industriais, jogos minuciosos de luzes e de sombras, silêncio, sempre com muita contemplação, muita calma e várias camadas de som.
Há bocados de notas de violino dissonantes e melancolia que fazem lembrar os ambientes do primeiro album de A Silver Mt. Zion, e por vezes também trazem à memória coisas como Ghost ou Sunburned Hand Of The Man (no sentido mais ritualista da música, e na contenção que é ao mesmo tempo visceral) ainda que num registo mais "electrónico / ambiental".
O album tem momentos em que cai em alguma monotonia, mas, por incrivel que pareça, é no tema mais longo (o segundo, "Dead People's Things") que tudo faz sentido. Este tema lembra-me os mais bem conseguidos dos Godspeed You! Black Emperor, tem essa carga dramática, consegue criar a tensão, a espectativa de que tudo vai de repente explodir... Só que isso nunca acontece, mantém-se a tensão num ponto quase perfeito.

Vejam o que escreve a Stylus Magazine sobre este segundo tema:

"As fine as these tracks are, it’s the second piece that elevates the recording from good to great. The sustained mood of funereal grandeur that he nurtures over the course of the eighteen-minute meditation “Dead People’s Things” is simply stunning. A base of electrical hum lulls rhythmically throughout while layers of violin and harmonium contrapuntally interweave to eerie effect. Contrast is generated by the juxtaposition of sawing, scraping strings with the mournful glimmers of high-pitched theremin-like tones. It’s a hypnotic dirge that, in spite of its slow pace and singular mood, never feels too long but instead convincingly exudes an aura of timelessness. "

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