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quarta-feira, junho 30, 2004

Horchata : "Basidia" (Ad Noiseam 2004)



Horchata é o americano Michael Palace, um projecto dedicado às faces mais negras da electrónica.
Este album apresenta um ambiente bastante futurista, mas apresenta-nos um futuro que não é completamente mecânico ou sintético, mas sim estranhamente orgânico. Alguns temas lembram os ambientes do filme "eXistenZ" de David Cronenberg, a simbiose entre a carne e o silício, o corpo humano em fusão com algo inumano.
Talvez contribua para isso o uso de samples obtidos em viagens de trabalho à floresta Amazónica (Michael Palace é um cientista do New Hampshire's Complex System Research Center), mas aqui o uso desses samples não segue os clichés em que muitos dos músicos da electrónica se deixam enredar (nada de cânticos ou passarinhos a cantar). Mas dão a tal pitada orgânica a um album baseado em batidas fortes e secas (um pouco como o último album de Req) e ambientes escuros. Ritmos arrastados mas estranhamente epilépticos, uma forte influência da "estranheza" do industrial dos anos 70/80, samples saturados mas tratados com bisturi e analisados ao microscópio, música que sabe jogar com o silêncio e com os pormenores. Mas principalmente mostra muito "sentimento".
Encontra-se ainda no album um excelente remix dos Twine.
Podem ver um video-clip do tema "Cyst", um dos melhores do album aqui.
A alemã Ad Noiseam é, sem dúvida, uma editora a acompanhar de perto. Junta projectos bastante distintos, mas que têm em comum o facto de não esconderem uma herança do electro/industrial mais negro.
Para encomendar este e outros albuns, ou ouvir mp3 dos vários projectos, dirijam-se ao site da editora. Com a encomenda ainda receberão um sample grátis.

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2004, lá se foi um semestre...

E já com tantos discos ouvidos... Aqui vai então um balanço do primeiro semestre de 2004, das coisas que no fundo me marcaram mais:

A Hawk and a Hacksaw _ A Hawk and a Hacksaw _ Leaf
agf _ Language is the most _ quecksilber
Biosphere _ Autour de la Lune _ Touch
Chicago Underground Trio _ Slon _ Thrill Jockey
Clouddead _ Ten _ Ninja Tune
Dat Politics _ Go Pets Go _ Chicks on Speed
DJ Signify _ Sleep no More _ Lex
DNA _ DNA on DNA _ No More Records
Einstürzende Neubauten _ Perpetuum Mobile _ Mute
El-P _ High Water _ Thirsty Ear
Errorsmith _ Near Disco Dawn _ Errorsmith
Fennesz _ Venice _ Touch
Ghost _ Hypnotic Underworld _ Drag City
Hipnotica _ Reconciliation _ Metrodiscos
Liars _ They were wrong so we drowned _ Mute
múm _ Summer Make Good _ Fat Cat
Murcof _ Utopia _ Leaf
Pan Sonic _ Kesto _ Blast First
Rob Mazurek _ Sweet and vicious like Frankenstein _ Mego
Shannon Wright _ Over the Sun _ Quarterstick
Sixtoo _ Chewing on Glass & Other miracle cures _ Ninja Tune
Sonic Youth _ Sonic Nurse _ Geffen
Squarepusher _ Ultravisitor _ Warp
Stereolab _ Margerine Eclipse _ Duophonic
Tortoise _ It's all around you _ Thrill Jockey
Traject _ Strengir Hrynja _ Spezial Material
Trapist _ Ballroom _ Thrill Jockey
Vladislav Delay _ Demo(n) Tracks _ huume recordings

No que diz respeito a concertos, o destaque vai para:

Múm na Aula Magna
DAT Politics na ZdB
Yann Tiersen na Figueira da Foz
Kronos Quartet na Culturgest
Kevin Blechdom na ZdB

Espero que o 2º semestre seja tão bom quanto o primeiro.

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terça-feira, junho 22, 2004

Entrevista com Don Funcken dos Funckarma



Uma bela entrevista com Don Funcken dos Fuckarma, Quench, Shadow Huntaz, etc. na webzine Gridface.
Entre as novidades, anuncia-se o lançamento da versão instrumental do album "Corrupt Data" dos Shadow Huntaz (deve ser bem melhor que o original, com MCs tão fraquinhos), um novo album desse projecto, um novo album como Funckarma (finalmente!) e um DVD para o ano que vem, e ainda outro projecto chamado Juan. Dizer que são prolíficos é pouco...

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Ainda o "Demo(n) Tracks" do Vladislav Delay

Este disco está, aparentemente, a gerar ondas de cepticismo junto de alguma crítica especializada. É o caso do escriba da Pitchforkmedia:

http://www.pitchforkmedia.com/record-reviews/d/delay_vladislav/demon-tracks.shtml

"(...)Even in his least intelligible moments of experimentation, when the strict lines separating sound, rhythm and overall structure are blurred or disregarded, Delay generally manages the impression that there is at least some method to his madness, or some point to his conceit. There's an unspoken promise that, on any of his albums, Delay firstly has censored himself to a great extent, and secondly has carefully crafted all sounds, however random or disjointed they seem, to create one unified artistic statement in the end. And historically speaking, Delay consistently delivers in this respect, a simple fact that not only commands him high praise, but also an audience willing to work through his most demanding compositions.(...)

Unfortunately, there is no apparent internal logic at work within Demo(n) Tracks' 13 songs, and no discernible reason why the tracks are even split up as they are. There's no movement in ideas, no compelling expansions or collapses of sound, no set-ups or punchlines or Parthian shots. Some recourse to structure is a natural inclination even when improvising freely, but Delay seems to go out of his way to frustrate any remote chance of his passages being obedient to even their own scheme. Which may be the "joke" of Delay's album: At every turn, Demo(n) Tracks refuses even the slightest of human nature, in favor of a perfectly unstructured sound. "You see, you were expecting the album to go somewhere-- but it never does! Hee-haw, avant-garde."
(...)

-Nick Sylvester, June 18th, 2004"

e o caso da Dusted Reviews:

http://www.dustedmagazine.com/reviews/291

"(...)Delay now produces on a post-post-post-Kingston plane, where Pole 1-2-3 is reactionary, and facsimiles of representations of interpretations of dub’s cues mark progress. (...)

Demo(n) Tracks’ tendency not to index or induce makes for a demanding listen. Absent the choice to dance or sleep, what is most inviting is to concentrate on textures, lush and strange, without becoming mired in context. (...)

Innovation moves slowly, usually, and an attempt at unnatural acceleration is apt to feel forced. That is the case with Demo(n) Tracks, which may or may not represent the future of dub, but in any case skips over the present completely. After a bunch of releases that emulated the basic conventions of dub – plugging available moments with feedback, saturating the spectrum with creative rhythm – Delay strains to do something so different that his program becomes unrecognizable and sort of humorless.



By Ben Tausig"

(recomendo a leitura completa das críticas)

Comentando os comentários, não deixa de ser um sinal dos tempos a música mais ouvida ultimamente ser reaccionária e, pelos vistos, a própria crítica ser ainda mais reaccionária. Não há nenhuma tentativa por parte dos críticos de "ouvirem" o disco, a sensação é que o rejeitaram apenas com base de ser dificil e sem nada de imediatamente reconhecivel. É a atitude típica de ouvintes habituados a outras coisas, que esperam algo que não lhes é oferecido e depois fazem uma birrinha como se não quisessem comer a sopa. Estes "críticos" em 1980 teriam rejeitado Throbbing Gristle, Suicide e mesmo This Heat provavelmente usando argumentos muito semelhantes. É bem provavel que actualmente os idolatrem, contudo. O que é fixe, por um lado. Mas pelo outro demonstra que há por aí uma nova geração de jovens velhos a ouvir música. É engraçado no final da sua crítica o Ben Tausig dizer que é "humorless" o disco, é que a sensação é que é ele próprio que é "humorless". Assim como este "post" o é um pouco. Mas só um pouco. Quando puder vou reouvir o "Confield" dos Autechre, que gerou comentários incrivelmente parecidos.

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Vladislav Delay "Demo(n) Tracks" (Huume Recordings, 2004)



O finlandês Vladislav Delay regressa com nome próprio às edições discográficas depois de há um ano nos ter brindado com o vibrante “The Present Lover” sob o nome Luomo. Desta vez o apelo da dança e da pop é posto de parte, e voltamos à electrónica abstracta impregnada de dub dos tempos do “Multila”. Contudo no “Demo(n) Tracks” os sons são muito mais ásperos, explorando o ruído e paisagens francamente mais industriais. O resultado é um álbum mais agressivo e claustrofóbico, a lembrar a electrónica dos primeiros álbuns do Fennesz ou dos Pan Sonic, moldando uma música que nos inquieta e sem o lado feminino dos discos gravados sob o nome Luomo. De certa forma esta é a face negra do “The Present Lover”: “Demo(n) Tracks” aparenta ser relaxante mas a agressividade latente atira-nos para o lado mais sombrio da noite. As luzes apagam-se, mas a escuridão incomoda ainda mais. O Vladislav Delay consegue explorar esses ambientes e por momentos até parece que vivemos na Los Angeles do filme “Blade Runner”.

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quinta-feira, junho 17, 2004

Mondo Bizarre #19 (Junho de 2004)



É com um enorme prazer que anuncio uma nova edição da Mondo Bizarre, que já vai na #19. Neste número poderão ser lidos artigos sobre:

Devendra Banhart - The Icarus Line - Franz Ferdinand - Mão Morta - Glenn Branca - Blanche - Made In Japan - The Aluminum Group - Minimal Compact - The Divine Comedy/Perry Blake - Wraygunn - Division Of Laura Lee - The Dt's - Grant Lee Philips - The Magnetic Fields - Zeke - Colégio De Meninas - Cex - Morrissey - The Streets - Eagles Of Death Metal - The Datsuns - Sonic Youth - Iron & Wine - PJ Harvey - Blonde Redhead - The Devastations - Weird War - Pan Sonic - Trapist

A distribuição é gratuíta, encontrando-se em várias lojas de disco em Lisboa (Carbono, Symbiose, Ananana, por exemplo), Porto e Coimbra. Este número marca também o inicio da minha colaboração com a Mondo Bizarre, onde contribuo com os textos sobre Pan Sonic e Trapist e mais algumas críticas. :) Logicamente o meu prazer é redobrado por esse facto, e só espero que gostem dos textos (e das dicas).

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segunda-feira, junho 14, 2004

YANN TIERSEN no CAE da Figueira da Foz (12 de Junho de 2004)

Depois de regressar de um passeio pelo centro do país, um pouco isolado de jornais, televisão e internet, e depois de assistir a um belo concerto do Yann Tiersen na Figueira da Foz, há uma certa sensação de estranheza por ver que entretanto morreram politicos, perderam-se jogos de futebol, houve eleições e até houve um concerto dos Pixies! Mais, fiquei a saber que o Expresso saiu na 5ª feira e que ofereceu uma bandeirinha de Portugal!!... Que bom! Escapei-me a isto tudo!!! :D

E o concerto de Yann Tiersen foi mesmo excelente. Daqueles segredos que se guardam, pois no meio da fúria avassaladora de acontecimentos as coisas mais pequenas ficam meio esquecidas. É natural. Yann Tiersen não é bem visto junto de muita gente. Demasiado "intelectual" para as pessoas que gostam do mainstream mais popularucho, demasiado mainstream para os indies empedrenidos que acham que a música boa só vem de Inglaterra ou EUA e tem que ser inspirada nos Smiths. E no entanto o Yann Tiersen é capaz de muitos feitos. Consegue ir buscar a experimentação do Pascal Comelade e do John Cale, redefini-la num contexto francês (bem, o Comelade já era francês) e devolver uma música acessível que escapa constantemente aos lugares comuns de 99% da música actual, personalizada e imaginativa. A tocar violino o Yann Tiersen é terrivel, rebenta as cordas todas, mas faz-nos sonhar também. A tocar acordeão, sentimos o sopro da tradição francesa mais fortemente, para no instante seguinte vermos que afinal não é bem assim, que é possível ir além. Quando toca canções de inspiração "Velvet Undergroundiana" (como a nova versão da "Bras de Mers"), sente-se a melancolia que não existia nos Velvet Underground. Não há o "over the top" de um John Cale, o que pode ser irritante para muitos. Há apenas música. Às vezes lembrei-me dos Múm, a música é completamente diferente, mas a forma de estar em palco é semelhante. Esta sim, é a música verdadeiramente autêntica, que não quer saber se é original ou não, vale por si mesma e está lá para quem a quiser ouvir.


PS: Ah, esquecia-me de dizer, sim, sim, este é o gajo da Amélie Poulain. E de mais 5 álbuns de originais para além desse.


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quarta-feira, junho 09, 2004

Amon Tobin na série Solid Steel



Segundo o site Play.com já se conhece a lista de temas que irão fazer parte da participação de Amon Tobin na série Solid Steel (um programa de rádio da responsabilidade dos Coldcut, que já dura desde 1988), estando previsto o lançamento de um CD e um DVD na editora Ninja Tune para meados de Julho.
Os temas são os seguintes:

Amon Tobin - Intro
Amon Tobin - Chronic Tronic
DJ Food - Dark Lady
Tipper - Twister
Amon Tobin - Verbal
AFX - Remix By AFX
Cherrystones - Pressure Cooker
As One - Soul Soul Soul
Danny Breaks - Science Fu(Pt 1)
Amon Tobin - Marine Machines
Facs & Scythe - Schmalla
Amon Tobin - Couger Merkin
Silent Witness & Break - Higher Rates
T Power - Cuba(Original)
Controller 7 - Reactionary
Icarus - Moon Palace
Topogigio - Nakatali
Amon Tobin - Yasawas
Amon Tobin - Night Life
Amon Tobin - Fear
Amon Tobin - Escape
Future Prophecies - Deep Impact
Exile - Spanner in the Worx
Deep Roots - Allergic
Suspicious Circumstance - Completely Real
Silent Witness & Break - Total Recall
Dizzee Rascal - Sittin Here
Amon Tobin - Proper Hoodidge
Amon Tobin - Four Ton Mantis
Amon Tobin - Hey Blondie
The Velvet Underground -- Venus in Furs

Entretanto o Brasileiro esta ainda a trabalhar na banda sonora de um jogo de computador para PC, que saíra mais para o final de 2004, e tem o título provisório de "Tom Clancy's Splinter Cell® 3".

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terça-feira, junho 08, 2004

The Caretaker "A stairway to the stars" (v/vm, 2002)



The Caretaker é um projecto ambiental dos v/vm, banda terrorista inglesa que se tornaram conhecidos pela sua versão do "Lady in Red" (provavelmente uma das piores canções da história). Neste álbum canções de velhos discos de 78 rpm são desmontadas e desaceleradas até ao limite da compreensão. O resultado é tremendo, é como se visitassemos uma casa assombrada e ouvissemos música vinda de um qualquer baile de mascaras feito pelos fantasma que nela habitam. Escrito assim, isto parece um disco de caracteristicas góticas, mas aí é preciso também perceber que há aqui música mesmo muito bonitas, como a faixa "Friends past, reunited", a lembrar as melhores partes dos Third Eye Foundation. Noutras faixas, como por exemplo a "Robins and Roses", encontram-se pontos de contacto muito fortes com outro cultor do vinilo velho, o inglês Philip Jeck. E quando menos se espera, quase que se passa do terror fantasmagórico para uma espécie de easy-listening das trevas com alguma felicidade pelo meio... Não é duradoura, mas afinal os fantasmas também brilham...
Descubram este álbum, ele existe na teia onde buscamos as almas.

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Jazz em Agosto em... Agosto!!

É um dos melhores festivais de música de Verão, a alternativa mais fresca e musicalmente infinitamente mais estimulante aos chungosos festivais do Sudoeste e companhia, que estão cada vez piores. E já tem programa:

NOW ORCHESTRA
3 de Agosto, 3ª feira, 21h30
Anfiteatro ao ar Livre
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PEGGY LEE BAND
4 de Agosto, 4ª feira, 21h30
Anfiteatro ao ar Livre
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THE THING
5 de Agosto, 5ª feira, 18h30
Auditório 2
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FRANÇOIS HOULE ELECTRO-ACOUSTIC QUARTET
5 de Agosto, 5ª feira, 21h30
Anfiteatro ao ar Livre
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GÜNTER “BABY” SOMMER
6 de Agosto, 6ª feira, 18h30
Auditório 2
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OTOMO YOSHIHIDE NEW JAZZ QUINTET featuring MATS GUSTAFSSON
6 de Agosto, 6ª feira, 21h30
Anfiteatro ao ar Livre
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ARVE HENRIKSEN
7 de Agosto, Sábado, 15h30
Sala Polivalente
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MARTIN TÉTREAULT / OTOMO YOSHIHIDE
7 de Agosto, Sábado, 18h30
Auditório 2
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FRANZ HAUTZINGER REGENORCHESTER XI
7 de Agosto, Sábado, 21h30
Anfiteatro ao ar Livre
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NUNO FERREIRA/JESUS SANTANDREU
8 de Agosto, Domingo, 15h30
Sala Polivalente
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PAUL PLIMLEY/LISLE ELLIS
8 de Agosto, Domingo, 18h30
Auditório 2
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PAUL CRAM ORCHESTRA
8 de Agosto, Domingo, 21h30
Anfiteatro ao ar Livre
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Muitas coisas boas por aqui. Por exemplo, FRANZ HAUTZINGER REGENORCHESTER XI é um colectivo austriaco que integra Christian Fennesz. Quem conhece Orchester 33 1/3 sabe que Fennesz é igualmente excelente na área da música improvisada, pelo que a minha expectativa é muito grande. E o resto cartaz também promete coisas muito boas. Vejam mais informções no site: Jazz em Agosto

Pela minha parte, conto lá estar.


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sexta-feira, junho 04, 2004

Deathprod : "Morals and Dogma" (Rune Grammofon, 2004)



Deathprod (Helge Sten) foi um dos fundadores dos Supersilent, embora eu o conheça mais pelo magnífico album que editou em conjunto com o Biosphere em 1998 - "Nordheim Transformed".
Edita agora um album a solo, com 4 temas longos (um com 18 minutos, dois de 11 minutos e um de 8 minutos) e bastante baseado nas explorações ambientais de Biosphere.
Mas tem algo mais. Há ecos industriais, jogos minuciosos de luzes e de sombras, silêncio, sempre com muita contemplação, muita calma e várias camadas de som.
Há bocados de notas de violino dissonantes e melancolia que fazem lembrar os ambientes do primeiro album de A Silver Mt. Zion, e por vezes também trazem à memória coisas como Ghost ou Sunburned Hand Of The Man (no sentido mais ritualista da música, e na contenção que é ao mesmo tempo visceral) ainda que num registo mais "electrónico / ambiental".
O album tem momentos em que cai em alguma monotonia, mas, por incrivel que pareça, é no tema mais longo (o segundo, "Dead People's Things") que tudo faz sentido. Este tema lembra-me os mais bem conseguidos dos Godspeed You! Black Emperor, tem essa carga dramática, consegue criar a tensão, a espectativa de que tudo vai de repente explodir... Só que isso nunca acontece, mantém-se a tensão num ponto quase perfeito.

Vejam o que escreve a Stylus Magazine sobre este segundo tema:

"As fine as these tracks are, it’s the second piece that elevates the recording from good to great. The sustained mood of funereal grandeur that he nurtures over the course of the eighteen-minute meditation “Dead People’s Things” is simply stunning. A base of electrical hum lulls rhythmically throughout while layers of violin and harmonium contrapuntally interweave to eerie effect. Contrast is generated by the juxtaposition of sawing, scraping strings with the mournful glimmers of high-pitched theremin-like tones. It’s a hypnotic dirge that, in spite of its slow pace and singular mood, never feels too long but instead convincingly exudes an aura of timelessness. "

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