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segunda-feira, maio 30, 2005

Monolake @ BRG2005 (Estádio Municipal de Braga, 28 de Maio 2005)



Tive oportunidade de comparecer ao terceiro dia do festival BRG2005, que se realizou no fantástico Estádio Municipal de Braga. Foi muito bom o espaço encontrado para a realização dos concertos de música electrónica - por trás de uma das bancadas. O ambiente frio e a envolvência magestática de todos os componentes daquele estádio, com a pedra e o aço como principais materiais, tornaram o ambiente perfeito para o que se viria a ouvir no concerto de Monolake. Nota negativa apenas para a falta de público e para a falta de lugares para as pessoas se sentarem (junto aos bares, por exemplo). Isso fez com que as pessoas usassem a bancada do estádio quando queriam descansar. Podia não se ver/ouvir os concertos, mas pelo menos a vista era deslumbrante.
O concerto de Monolake começou há 01h da manhã, uma hora depois do que estava no programa. Até aí, tanto Outersites v.3 como Pedro Tudela se tinham apresentado no palco principal, munidos com os seus laptops, e com o suporte visual a ser projectado atrás deles, por cima desse palco. Robert Henke preferiu juntar-se ao público, e instalou-se na "cabine de som", mesmo a meio dos espectadores, projectando o suporte visual no tal palco principal (para isso contou com a ajuda de outra pessoa), que ficou vazio. Isto provocou alguma confusão, com as pessoas a dividirem-se entre ficar de costas para o palco a olhar para o que fazia o Alemão, ou a olharem para o palco vazio, de frente para as colunas de som e para as imagens projectadas, e de costas para o artista.
O concerto começou com uma versão bastante alargada de "Invisible" (durou cerca de 15 minutos). Logo aí se notou que Monolake estava a fazer tudo ao vivo, e que iria apresentar versões muito mais dançantes dos temas dos albuns. Apesar de ter um laptop à sua frente, quase não lhe tocava, usando uma pequena mesa de som ligada ao portátil para "lançar" os samples.
Variando entre versões de temas do novo album ("Polygon_Cities" - sai em Junho) e do anterior ("Momentum"), apresentou uma hora em que foi impossível estar parado. Os destaques vão para os temas "Cern" e "Reminiscence". Este último conseguiu colocar toda a gente a dançar, mais uma vez em versão alargada, Robert Henke começou algo calmo e depois foi em constante crescendo até todo o recinto, em conjunto com o público, estar a vibrar com os ritmos cada vez mais fortes e intrincados. Quando se pensava que era impossível ir mais longe, ele lançava um novo ritmo, novos samples, até ser quase impossível seguir tudo o que estava a acontecer.
Foi uma prestação quase perfeita. Apareceram os ambientes muito futuristas que fazem a imagem de marca Monolake nos albuns, os samples de vozes robotizadas, curto-circuitos, ecos nocturnos de metrópoles hiper-desenvolvidas, etc. Mas tudo apresentado com uma envolvência de techno minimal, influências do industrial, de Plastikman, de Jeff Mills, de uma rave hipnótica e louca, mas sem nunca perder a identidade, sem nunca deixar de providenciar o alimento para os neurónios que tão bem sabe fazer.
Destaque ainda para o facto de, no final do concerto, quando Monolake deixava a "mesa de som" no meio do público, ter sido convencido a tocar um encore tanto pelos aplausos como pela intervenção directa das pessoas que o rodeavam, que lhe diziam que continuasse. Foram recebidas com um sorriso e com mais 15 minutos de música.
Não sei se Monolake ao vivo será sempre assim, ou se adaptou a sua performance ao ambiente do concerto. Mas de qualquer forma, foi o concerto perfeito no espaço
perfeito.

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