<$BlogRSDURL$>

segunda-feira, novembro 07, 2005

Sofa Surfers : "Sofa Surfers" (2005, Klein Records)



Estão de volta os Sofa Surfers, grupo austríaco que se estreou em 1997 com o album "Transit", que na altura conseguiu atenção muito à conta de toda a "Cena Austríaca" que se estava a criar, com os famosos Kruder & Dorfmeister à cabeça. "Transit" foi um dos melhores trabalhos (talvez mesmo o melhor) a sair dessa cena. Era mais arrojado, não se limitando ao soporífero e preguiçoso "lounge" característico da maior parte dos sub-produtos de toda essa onda. Misturava dub com rock e música de dança, IDM e muita energia. Conseguiu reconhecimento de muitas tribos, desde o rock à electrónica.
Em 1999 apareceu "Cargo", um album que construiu um bloco compacto de dub, industrial e electrónica. Cheio de ambientes fumarentos, lembrava mais fábricas abandonadas do que salas de bares ou o confortável sofá da sala. Em 2002, depois de um album de remisturas, lançaram "Encounters", com vocalistas convidados e com a novidade de uma certa aproximação ao mundo do hip-hop. É o album mais desiquilibrado dos três, com momentos altos, mas muitos momentos menos bons.
Agora aparece este album sem nome (ao qual os próprios se referem como "The Red Album"), e que marca uma viragem: não foi usado qualquer computador. Entram completamente no domínio do rock, ou melhor, fazem a sua própria interpretação desse estilo. Temos um som fumarento, cujas linhas de baixo hipnóticas continuam a fazer a mente viajar lentamente pelos domínios do dub, com as guitarras bastante cortantes, por vezes a aproximarem-se mesmo do metal ("One Direction", por exemplo). Chegam a lembrar os Radiohead dos últimos albuns, ou os ...And You Will Know Us By The Trail Of Dead de "Tags, Sources And Codes". Entre o cerebral do pós-rock e a força do rock. Mas a lembrar o "som Sofa Surfers", apesar de todas as mudanças.
Talvez devido às aventuras de Wolfgang Schlogl no seu projecto I-Wolf, em alguns temas a voz do vocalista convidado, Mani Obeya, aproxima-se bastante do soul, como em "Love As A Theory". Aliás, a voz dele é quente, algo rouca, e muito agradável.
Os temas são viciantes, cheios de energia ("Good Day To Die", "White Noise"), apetece voltar a eles repetidamente, e as letras muito interessantes. É um album que prende, mas não é adequado a viagens pelas ondas no sofá. É excelente para ouvir ao volante pelo trânsito da cidade. Como curiosidade, fica a definição dos próprios Sofa Surfers ao surpreendente som que apresentam : "Like an harcore band after the noise has abated".

Comments:
grande, garnde disco:)

cookie
 
Já tenho o disco mas ainda não o ouvi. Espero que seja realmente assim tão bom!
 
Enviar um comentário


referer referrer referers referrers http_referer

This page is powered by Blogger. Isn't yours?