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quinta-feira, dezembro 29, 2005

30 discos de 2005 - a minha escolha.



01. Vladislav Delay : "The Four Quarters" (Huume)

02. Autechre : "Untilted" (Warp)
03. Monolake : "Polygon_Cities" (Imbalance Computer Music)
04. Deaf Center : "Pale Ravine" (Type)
05. Murcof : "Remembranza" (Leaf)
06. Run_Return : "Metro North" (N5MD)
07. Hood : "Outside Closer" (Domino)
08. Funckarma : "Elaztiq Bourbon 5" (Sending Orbs)
09. SubtractiveLAD : "Giving Up The Ghost" (N5MD)
10. Lawrence : "The Night Will Last FOrever" (Mute)
11. AGF/Delay : "Explode" (AGF Producktion)
12. 13 & God : "13 & God" (Anticon)
13. Lezrod : "Seleccion Natural" (Test Tube)
14. Biosphere : "Dropsonde" (Touch)
15. Colleen : "The Golden Morning Breaks" (Leaf)
16. Boards Of Canada : "The Campire Headphase" (Warp)
17. William Parker : "Luc's Lantern" (Thirsty Ear)
18. Manyfingers : "Our Worn Shadow" (Sharbon)
19. Buck 65 : "Secret House Against the World" (Warner)
20. Meat Beat Manifesto : "At The Center" (Thirsty Ear)
21. Jan Jelinek : "Kosmischer Pitch" (~scape)
22. Solarium : "Olari" (Spezialmaterial)
23. LCD Soundsystem : "LCD Soundsystem" (DFA)
24. The Black Dog : "Silenced" (Dust Science)
25. Sofa Surfers : "Sofa Surfers" (Klein)
26. Ellen Allien : "Thrills" (Bpitch Control)
27. Another Electronic Musician : "Use" (N5MD)
28. Sigur Rós : "Takk..." (Emi)
29. Out Hud : "Let Us Never Speak Of It Again" (Kranky)
30. Jacen Solo : "Virgo" (AI)

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terça-feira, dezembro 27, 2005

Morreu Derek Bailey


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sexta-feira, dezembro 16, 2005

30 discos de 2005 - as minhas escolhas dos álbuns

2005 está prestes a chegar ao fim, e chegou o tempo das inumeráveis listas. A minha escolha (pessoal, como é natural) é também um balanço, de um ano marcado por belas edições de editoras como a Leaf e a Raster-Noton. Resta dizer que muitos álbuns ficaram de fora, álbuns que mereciam igualmente destaque. Resta a minha esperança de que outros o façam. Escolher os "melhores" é impossivel, mas escolher os que mais nos marcam é sempre possível. Por isso aqui vão eles:

1 - Colleen - The Golden Morning Breaks - Leaf
2 - Animal Collective - Feels (limited edition) - Fat Cat
3 - Alva Noto Transall Cycle - Raster-Noton
4 - Carlos Bica - Single - Bor Land
5 - Murcof - Remembranza - Leaf
6 - Boards of Canada - The Campfire Headphase - Warp
7 - Gang Gang Dance - God's Money - The Social Registry
8 - Icarus - Carnivalesque - not applicable
9 - Biosphere - Dropsonde - Touch
10 - Deaf Center - Pale Ravine - Type
11 - Buck 65 - Secret House Against the World - Warner
12 - AGF/Delay - Explode - AGF PRODUCKTION
13 - Monolake - polygon_cities - monolake
14 - KTU - 8 Armed Monkey - Rockadillo
15 - Low - The Great Destroyer - Rough Trade
16 - Andrew Pekler - Strings + Feedback - Staubgold
17 - Ali Farka Touré & Toumani Diabaté - In the heart of the moon - World Circuit
18 - Jan Jelinek - Kosmischer Pitch - ~scape
19 - Autechre - Untilted - Warp
20 - Six Organs of Admittance - School of the Flower - Drag City
21 - Vladislav Delay - The Four Quarters - huume
22 - Kubik - Metamorphosia - Zounds Records
23 - Alva Noto + Ryuichi Sakamoto - insen - Raster-Noton
24 - Mark Fell - Ten Types of Elsewhere - 12K
25 - Harmonic 33 - Music for Films, Television & Radio Volume One - Warp
26 - F.S. Blumm - Zweite Meer - Morr Music
27 - Marc Leclair - Musique pour 3 femmes enceintes - Mutek
28 - Iris Garrelfs - Specified Encounters - Bip_Hop
29 - Jane - Berserker - Paw Tracks
30 - Autechre & The Hafler Trio - aeo3 3hae - Die Stadt

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terça-feira, dezembro 13, 2005

(Recordação de um texto que escrevi em Novembro de 2002. Serve para matar saudades enquanto se aguarda o novo disco dos Twine : "Violets", esperado na Primavera de 2006 pela Ghostly International)

TWINE : "Recorder" (Bip-Hop 2002)



Imaginem um tempo em que seria possível gravar os sonhos das pessoas. Fossem eles agradáveis ou o mais medonho e assustador dos pesadelos, seria possível entregá-los às pessoas num qualquer suporte (o cd por exemplo) e essas pessoas teriam o previlégio de conhecer os mais profundos desejos, medos e ambições filtradas pelo subconsciente do sujeito original. Essa pessoa poderia mesmo tornar-se uma estrela e ser adorada por multidões que se identificassem com esses sentimentos, que vibrassem com eles, enfim, que comprassem religiosamente o suporte em que eles eram disponibilizados.
O disco dos Twine poderia ter sido feito dessa maneira, como se os dois autores tivessem conseguido transformar em sons os seus mais profundos sentimentos. As imagens desses sonhos são criadas pelo nosso subconsciente à medida que ele responde aos estímulos sonoros.
Este é um disco que não inova. Este tipo de electrónica já foi feita anteriormente, é verdade, mas nunca com tanto sentimento. Aqui estamos perante um sonho feito de vários pedaços soltos, como estilhaços de vários espelhos, cada um com uma cor diferente. Pedaços de sol, pedaços de escuridão, medo, adrenalina, vertigem ou conforto. E o no fim o sentimento é de completude.

Estamos nos terrenos descobertos por Fennesz ao longo dos seus três albuns. Mas temos de juntar o sentimento e as melodias de "Endless Summer" e os curto-circuitos e a escuridão planante de "Hotel Paral.lel" e do album das coordenadas. Alguma da electrónica abstracta do "Ep 7" dos Autechre e um sentimento muito original que mistura notas soltas de guitarra com samples de filmes e com a procura do erro. Glitch sentimental IDM? Não sei nem interessa. O que realmente interessa é o ouvinte baixar as luzes e concentrar-se neste album, deixar-se levar para esse mundo dos sonhos.
Como se ouve no último tema, num sample que me parece retirado do filme "Estrada Perdida" de David Lynch (uma voz feminina, penso que é Patricia Arquette):
"I Know I should be sad, and i am, part of me is. But It's like... It's like i'm having the most beautiful dream, and the most beautiful nightmare all at once..."
É assim o mundo dos sonhos. Belo e assustadoramente solitário. Como num pesadelo?

Um mundo como o que descrevi é retratado no conto "Winter Market" de William Gibson. Lá o narrador escreve, a certa altura:
"True artists, are able to break the surface tension, dive down deep, down and out, out into Jung's sea, and bring back well, dreams. These dreams are then structured, balanced, turned into art."

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terça-feira, dezembro 06, 2005

Biosphere "Dropsonde" (Touch, 2005)

Dropsonde é um instrumento usado para estudos metereologicos. Basicamente é uma sonda com um pequeno paraquedas que é largada a grandes altitudes por um avião e que durante a sua queda regista (entre outras coisas) a pressão atmosférica, humidade, velocidade do vento, etc. É também o nome do novo álbum de Geir Jenssen aka Biosphere, um músico norueguês já com uma longa discografia, e que basicamente é um dos pioneiros da idm ambiental. E se "Microgravity" e "Patashnick" eram discos fortemente influenciados pelo techno, a verdade é que a partir de "Substracta" o lado ambiental acentuou-se ainda mais e os discos de Biosphere tornaram-se bastante introspectivos. "Shenzhou" e "Autour De La Lune" eram discos não aconselhaveis para surdos, de tal maneira o volume de som baixava abrindo espaço para o silêncio. Parecia que Geir Jenssen estava apostado em registar pouco mais do que o próprio silêncio, como se fosse uma chave para melhor compreender o mundo (uma preocupação recorrentes na sua música, de resto) ao mesmo tempo que invocava fragmentos musicais como Claude Debussy no álbum "Shenzhou". Naturalmente a sensação que causava é que Biosphere se estava a enclausurar no seu refúgio nórdico, junto das renas e a contemplar auroras boreais. "Dropsonde" é, portanto, um disco de ruptura. Quem sabe impulsionado pelo sucesso das reedições dos discos "Polar Sequences" e "Birmingham Sequences" (feitos em parceria com HIA), Geir Jenssen regressou às estéticas próximas da música de dança e os beats voltaram. Ainda por cima com uma toada jazzistica que chega a lembrar os Cinematic Orchestra (!). "Dropsonde" é à partida um disco bem menos introspectivo e abstracto, imerso nalguma vertigem, que com uma remistura afinada poderia até funcionar numa pista de dança. E é então que se percebe o porquê do titulo "Dropsonde": este álbum é bastante cinético, a ideia de movimento ou queda está no seu amâgo. Mesmo nas faixas mais ambientais do lado B do LP (este álbum foi editado apenas em vinilo, a versão em CD só irá aparecer no inicio do ano que vem) é notória a ideia de movimento, embora a contemplação reapareça. A marca de Geir Jenssen nunca deixa de estar presente, faixas como "Altostratus" só poderiam vir deste músico. Ou seja, "Dropsonde" marca o retorno deste músico a um lado mais uptempo, mas com uma visão necessariamente diferente das registadas até ao álbum "Cirque". E é um disco que merece um forte aplauso, que faz pensar como seria bom ouvir isto ao vivo, num fiorde algures na Noruega com montanhas em volta.

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segunda-feira, dezembro 05, 2005

Os Tops de 2005

Começam a suceder-se lá fora (cá por Portugal provavelmente só lá mais perto do Natal). Como seria de esperar, o rock dos Arcade Fire ou Franz Ferdinand domina o mercado. Talvez por causa disso valha especialmente a pena destacar a lista da Textura.

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