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terça-feira, dezembro 06, 2005

Biosphere "Dropsonde" (Touch, 2005)

Dropsonde é um instrumento usado para estudos metereologicos. Basicamente é uma sonda com um pequeno paraquedas que é largada a grandes altitudes por um avião e que durante a sua queda regista (entre outras coisas) a pressão atmosférica, humidade, velocidade do vento, etc. É também o nome do novo álbum de Geir Jenssen aka Biosphere, um músico norueguês já com uma longa discografia, e que basicamente é um dos pioneiros da idm ambiental. E se "Microgravity" e "Patashnick" eram discos fortemente influenciados pelo techno, a verdade é que a partir de "Substracta" o lado ambiental acentuou-se ainda mais e os discos de Biosphere tornaram-se bastante introspectivos. "Shenzhou" e "Autour De La Lune" eram discos não aconselhaveis para surdos, de tal maneira o volume de som baixava abrindo espaço para o silêncio. Parecia que Geir Jenssen estava apostado em registar pouco mais do que o próprio silêncio, como se fosse uma chave para melhor compreender o mundo (uma preocupação recorrentes na sua música, de resto) ao mesmo tempo que invocava fragmentos musicais como Claude Debussy no álbum "Shenzhou". Naturalmente a sensação que causava é que Biosphere se estava a enclausurar no seu refúgio nórdico, junto das renas e a contemplar auroras boreais. "Dropsonde" é, portanto, um disco de ruptura. Quem sabe impulsionado pelo sucesso das reedições dos discos "Polar Sequences" e "Birmingham Sequences" (feitos em parceria com HIA), Geir Jenssen regressou às estéticas próximas da música de dança e os beats voltaram. Ainda por cima com uma toada jazzistica que chega a lembrar os Cinematic Orchestra (!). "Dropsonde" é à partida um disco bem menos introspectivo e abstracto, imerso nalguma vertigem, que com uma remistura afinada poderia até funcionar numa pista de dança. E é então que se percebe o porquê do titulo "Dropsonde": este álbum é bastante cinético, a ideia de movimento ou queda está no seu amâgo. Mesmo nas faixas mais ambientais do lado B do LP (este álbum foi editado apenas em vinilo, a versão em CD só irá aparecer no inicio do ano que vem) é notória a ideia de movimento, embora a contemplação reapareça. A marca de Geir Jenssen nunca deixa de estar presente, faixas como "Altostratus" só poderiam vir deste músico. Ou seja, "Dropsonde" marca o retorno deste músico a um lado mais uptempo, mas com uma visão necessariamente diferente das registadas até ao álbum "Cirque". E é um disco que merece um forte aplauso, que faz pensar como seria bom ouvir isto ao vivo, num fiorde algures na Noruega com montanhas em volta.

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