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sexta-feira, agosto 27, 2004

Vários "BULLY - Lunch Money Singles" (Bully Records, 2004)



A Bully Records é uma nova editora criada pelo músico Sixtoo dedicada ao Hip-Hop (essencialmente instrumental). Sixtoo é um músico canadiano que este ano lançou o excelente "Chewing on Glass", um álbum que faz a ligação possivel entre o Hip-Hop instrumental e o space-rock de bandas como os Mogwai. É uma música na fronteira, que respira o mesmo tipo de ares da Anticon, mas que aqui se apresente com uma estranheza diferente, quase Kraut. Tem um lado espacial e cinematográfico, enquanto que a Anticon é "dreamy" e francamente mais introspectiva. Sixtoo, DJ Signify (autor do excelente "Sleep no More") e Buck 65 serão, talvez, os maiores expoentes deste Hip-Hop.

A compilação "BULLY - Lunch Money Singles" é o primeiro CD lançado pela Bully, e é o resultado do lançamento de vários 7" de artistas ligados a este movimento. O beat é "abafado", fumarento, mais ligado a bares obscuros de cidades futuristas do que ao som da rua normalmente ligado ao Hip-Hop. Quase como se tivesse uma atmosfera gótica. O resultado é uma compilação soberba, onde nomes como He Did Glass Music (um duo em que entra o Sixtoo) ou Controller 7 mostram credenciais. Há muitos temas excelentes, como o magnifico "Buk Out" do DJ Signify, drama psicológico sobre uma relação amorosa em crise, que transborda de angustia enquanto um beat claustrofóbico marca a banda sonora do teatro que assistimos. O primeiro tema de He Did Glass Music ("Watchedussslowlydie") tem toda a auro dramática das melhores canções dos Mogwai. Noutros temas é possivel lembrar um Amon Tobin abafado por núvens de poeira. Resumindo, é um grande álbum, que está a ser distribuido na Europa pela Ninja Tune. Essencial.


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quarta-feira, agosto 25, 2004

Mais um da Austria: Margareth Kammerer "to be an animal of real flesh" (Charhizma, 2004)



Numa semana austriaca, chega a hora de falar da Margareth Kammerer, a recente aposta da editora Charhizma, do Christof Kurzmann. Este disco nasceu quando a Margareth Kammerer decidiu mostrar as suas gravações ao Christof Kurzmann, que ficou imediatamente apaixonado pelas 6 canções que ouviu. Eram poucas, mas uma voz a lembrar a Billie Holiday a cantar poemas do E.E. Cummings acompanhada de uma guitarra acústica deve ser bizarro o suficiente para uma editora de música experimental. Longe das canções jazzisticas e sonolentas que muitas vezes por aí se ouvem, estas canções trazem o cheiro dos poetas malditos. Talvez não chegasse, contudo, para um álbum. E aqui vem a 2ª parte da história: Christof Kurzmann decide contactar Dörner (die enttäuschung), Chris Abrahams (The Necks), Yoshida Tatsuya(The Ruins), B.Fleischmann, Nicholas Bussmann (justamente o tal da Kapital Band.1), Fred Frith, Philip Jeck e Olivier Lamm. E daqui nasce um álbum com duas facetas distintas, uma acústica e introspectiva, a outra marcadamente electrónica devido às remisturas feitas dos temas acústicos. O álbum expandiu-se para 14 temas, e tornou-se um dos melhores discos do ano a cruzar canções com electrónica, embora aqui estajamos longe da indietrónica limpinha dos Lali Puna (por exemplo). Pelo contrário, este trabalho lembra muito mais as improvisações de uns Orchester 33 1/3, onde as remisturas funcionam como retratos das canções originais, pintados com pinceladas bruscas onde o ruído é fundamental. E a voz da Margareth não se intromete, é quente, mas sabe ser discreta (olá Björk, sim a boca é para ti).


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segunda-feira, agosto 23, 2004

Uma Editora Austriaca: Mosz



Kapital Band 1 "2CD"



Martin Siwert "No Need to be Lonesome"

A Austria já há alguns anos que vem demonstrando uma invulgar criatividade na área da música electrónica e da música experimental. Vários músicos (Fennesz, Christof Kurzmann, Peter Kruder, Sofa Surfers...) e editoras (Charizma, Mego...) têm sido um reflexo dessa actividade, colocando este país como um dos pólos fundamentais da música feita na Europa. Tamanha actividade fervilhante leva ao aparecimento de novas experiências que crescem e eventualmente se tornam em novas editoras. É o caso da MOSZ, editora fundada por Stefan Nemeth, elemento dos Radian, recentemente fundada. Esta editora acabou de lançar os seus primeiros trabalhos, um álbum dos Kapital Band 1 (com Martin Brandlmayr, também músico dos Radian e dos Trapist, e Nicholas Bussmann) e outro a solo do Martin Siwert (membro dos Trapist).

Começando pelos Kapital Band 1, temos um curioso CD duplo, constituido por um CD com o álbum propriamente dito e uma novidade: um CD-R. Sim. Um CD-R. Por gravar. Para gravarmos nele, pois. Bizarro? Bem, se tiver falta de imaginação pode sempre ir ao site da banda (Kapital Band 1) buscar uma musiquinha para ocupar esse CD-R... Caso contrário, o CD normal contem um delicioso álbum de música improvisada a namorar a electrónica, bem ao jeito dos Trapist. Música abstracta... mas com uma certa leveza que a torna acessível: aqui estamos longe dos abstraccionismos cerebrais dos impulsivos Radian. Para ouvir a música e o silêncio.

O álbum a solo do Martin Siwert é diferente, francamente mais electrónico, e talvez mais próximo dos Radian ou mesmo do Fennesz. Electrónica com sabor orgânico (no sentido de não se sentir em demasia o cheiro dos electrões a passear nos circuitos electricos), que também faz lembrar os To Rococo Rot. Mas livre de influências do pós-rock, pois estes músicos estão realmente mais próximos da música improvisada que do krautrock alemão dos anos 70. No fundo seguem-se coordenadas semelhantes às dos Spring Heel Jack, mas numa vertente mais afastada do Free Jazz, a lembrar as experiências seminais dos AMM e dos Musica Elettronica Viva.

A Mosz estreia-se assim em grande. É uma editora para seguir com atenção.

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quinta-feira, agosto 12, 2004

Novo EP dos Múm em Setembro

Uma excelente noticia, que pode ser lida no site da Fat Cat :



Following the album Summer Make Good, Iceland’s múm return with a new EP, Dusk Log – available on 10” vinyl and in special 3” CD packaging. The EP contains three previously unreleased tracks, plus ‘Will The Summer Make Good For All Of Our Sins’ (lifted from the album), ‘Dusk Log’ opens with the rich and upbeat opening track, Kostrzyn – a sprawling instrumental favourite from the band’s recent live tour. This is followed by This Nothing In The Faraway – a langorous music box roll through gorgeous textural details, ghostly harmonica and drifting clouds of warm breath. One of the stand-out tracks from the album, ‘Will The Summer Make Good For All Of Our Sins’ is a haunting and slow-bubbling jewel of a track with the prettiness of Kristin’s vocal relating a dark and murky narrative.
A video for this track has been made by Studio AKA’s BAFTA award-winning director, Marc Craste. Both impressive and unsettling, the video switches from writhing maggots to a surreal bloated body drifting through numerous enchanting and eye-catching landscapes. Studio AKA’s team of animators used a mix of live action, photographed images and 3D animation.
Like ‘Summer Make Good’, ‘Dusk Log’ seems drenched in a mood / atmosphere that bears witness to the Spartan, isolated environments it was created within. Originally written in a remote lighthouse in Galtarviti in the north-west of Iceland, the album was then recorded over a period of seven weeks in an empty weather station / light-keeper’s house beneath the circling beams of another lighthouse in Gardskagatá, at the south-west edge of the same country. Both were spartan, magical locations – isolated and surrounded by open seas and rugged landscape.

Release Date
6 September 2004

Formats
10" - 10FAT03

CDS - CD10FAT03

Track List
Kostrzyn
LISTEN

This Nothing In The Faraway

Will The Summer Make Good For All Of Our Sins
LISTEN

Boots Of Fog
LISTEN


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BOA NOTICIA!

O Nuno voltou à cena dos Blogs depois de acabar intempestivamente com o Ampola. Agora é o http://beepcronicas.blogspot.com/ e esperam-se críticas a concertos, discos e singles. Ao que parece será menos voltado para os fait-divers e terá menos textos. O importante, contudo, é que ele voltou. Welcome back Nuno! :)



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segunda-feira, agosto 02, 2004

Ampola Rest in Peace! :(

E não é que o Nuno apagou de facto a Ampola? Check Fórum Sons! Bem, ficamos a aguardar o fim do periodo sabatico do Nuno, que certamente irá continuar activo noutros sitios menos "blogueiros"...

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Ampola Rest in Peace?

Ao que parece, o Nuno decidiu suspender o excelente blog ampola.blogspot.com. Espero que seja uma medida temporária, e se possivel que ao menos volte a ficar disponível on-line. É que ao longo do tempo em que a Ampola esteve activa, revelou-se um dos melhores blogs musicais portugueses, cheia de humor e perspicácia. Põe lá isso on-line de novo, Nuno! O link para a Ampola continuará nos Patos Quânticos tal como está, à espera do seu reaparecimento.


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TOM ZÉ EM SINES (30 de Julho de 2004)

Fenomenal!!!!!!



Um dos melhores concertos da década, feito por um puto de 65 anos com a sabedoria de um velho. Tom Zé cantou, pulou, dançou, gozou, ironizou, brincou, satirizou e para além de tudo isto fez um dos concertos musicalmente mais excitantes e originais que alguma vez vi. Um verdadeiro sonho, o concerto do Tom Faíscas.



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